Recentemente, virou lei no Rio Grande do Sul o projeto que institui o Dia das Cozinhas Solidárias e Comunitárias, a ser celebrado anualmente em 3 de maio. A proposta, de autoria do deputado estadual Adão Pretto Filho (PT), foi sancionada pelo governador e passa a integrar oficialmente o Calendário de Eventos e Datas Comemorativas do Estado.
A nova legislação nasce como um reconhecimento ao papel importante desempenhado pelas cozinhas solidárias e comunitárias, especialmente em momentos de crise, como a pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, a enchente histórica que atingiu o estado em 2024. Hoje, o Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de cozinhas solidárias cadastradas no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), somando mais de 200 espaços ativos, além de iniciativas que não estão cadastradas em programas do governo federal. A escolha da data carrega um simbolismo.
Foi em 3 de maio de 2024 que Porto Alegre enfrentou o avanço das águas, em um dos episódios mais dramáticos da tragédia climática que assolou o estado. Diante da urgência e da falta de estrutura, foram as cozinhas solidárias que garantiram alimento para milhares de famílias desalojadas. Para o deputado Adão Pretto Filho, a sanção do projeto representa um passo importante no reconhecimento institucional dessas iniciativas.
“As cozinhas solidárias foram a linha de frente da resposta humanitária no momento mais difícil que vivemos. Essa lei reconhece a força da organização popular e reafirma que ninguém fica para trás quando há solidariedade e compromisso coletivo”, destacou o deputado.
O parlamentar coordena, na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar de Combate à Fome com Alimentação Saudável. Adão reforça que a proposta de uma data para homenagear as cozinhas vai além do simbolismo. Segundo ele, é fundamental avançar na construção de políticas públicas que apoiem e ampliem essas experiências.
“As cozinhas solidárias e comunitárias são importantíssimas no combate à insegurança alimentar. Para que sigamos firmes na luta contra a fome, precisamos que esses espaços sejam fortalecidos por políticas públicas. Muitas vezes, uma cozinha que surge numa circunstância como a enchente ou mesmo na pandemia acaba virando ponto de referência no combate à fome. Nada mais justo do que a valorização desses espaços e de quem se dedica às cozinhas”, concluiu Adão Pretto.
