Mesmo sem terem sido convidados, o vereador Marco Antonio Borrega, o presidente da Associação de Moradores de Águas Claras, Omar Fraga, o professor Jamir Silva, o vereador Alex Boscaini e o ex-prefeito Eliseu Ridi, integrantes do Movimento em Defesa da Água da região, participaram da reunião promovida pela Aegea/Corsan, no dia 2 de setembro, no Vila Ventura.
O encontro teve como pauta a situação dos poços e o futuro do abastecimento de água em Águas Claras. Porém, os Estudos de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) ainda não foram apresentados, o que reforça as preocupações do movimento quanto à sustentabilidade hídrica e à transparência do projeto.
“Precisamos acompanhar de perto todos os movimentos deste projeto, porque entendemos que ele precisa estar alinhado com um planejamento sustentável de recursos hídricos”, destacou Borrega, que também criticou a postura da concessionária.
“Enquanto as obras da Aegea/Corsan avançam às margens da ERS-040, já próximas ao perímetro de Águas Claras, relatos apontam falhas graves na execução, como falta de sinalização adequada, caminhões trafegando na contramão e até um acidente de trabalho com vítima fatal”, lembrou o vereador.
Segundo Marco Borrega, a reunião no Vila Ventura, marcada pela baixa participação de empresários locais, acabou servindo mais para a empresa expor seus planos do que para esclarecer as reais projeções de demanda hídrica para os próximos anos.
“Enquanto isso, a população continua sem informações detalhadas sobre os impactos ambientais e os benefícios efetivos do projeto”, lembrou o vereador Borrega.
