No dia 13 de setembro, cerca de 300 moradores de Águas Claras e região realizaram um protesto contra a perfuração de poços artesianos pela empresa Aegea/Corsan. A manifestação ocorreu às margens da ERS-040, em Viamão, e teve como foco a denúncia de que as obras estariam sendo feitas sem as devidas autorizações ambientais e sem diálogo com a comunidade.
O ato foi organizado pela Comissão em Defesa da Água e contou com a presença de moradores, lideranças políticas locais, estaduais e também representações nacionais. Os participantes cobraram maior transparência e responsabilidade na gestão dos recursos hídricos.
O centro da polêmica é o Aquífero Águas Claras, um dos principais mananciais da região. A preocupação dos moradores é de que a exploração comprometa o abastecimento das comunidades e provoque impactos ambientais de difícil reversão. Presente no protesto, o vereador Marco Antonio Borrega, que também é membro da comissão, convocou a comunidade para se somar a luta.
“A água não pode ser explorada por interesses privados. Estamos juntos nessa luta para garantir que a água continue sendo um bem público, essencial à vida e à preservação do meio ambiente”, afirmou o vereador. Na sexta-feira (12), o Ministério Público recomendou a suspensão imediata das obras da Aegea. Em paralelo, a comunidade segue organizada por meio da Associação de Moradores de Águas Claras, que ingressou na Justiça com pedido para barrar definitivamente a perfuração dos poços.
