No dia 1° de outubro, lideranças comunitárias, parlamentares e representantes de associações de moradores se reuniram na sede da Coopernorte, para debater os rumos do abastecimento de água no município.
O encontro contou com a presença do deputado estadual Adão Pretto Filho, dos vereadores Marco Antonio Borrega e Alex Boscaini, além de integrantes do Movimento em Defesa da Água e lideranças das comunidades de Águas Claras e Lago Tarumã. Um ponto de destaque foi a situação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Itapuã, que teve suas obras suspensas após a privatização da Corsan.
A empresa deverá justificar a paralisação do projeto e a mudança para o novo Sistema Águas Claras. Também foi cobrada a divulgação de informações sobre os valores investidos antes e depois da privatização, além de garantias de restabelecimento do controle social sobre as decisões, o que exige aprovação da Câmara de Vereadores e ampla participação popular.
Os participantes ressaltaram que qualquer alteração no sistema de captação e distribuição deve ser discutida de forma transparente, com envolvimento da sociedade e respeito à legislação ambiental.
“Todos nós aqui defendemos o desenvolvimento da nossa cidade de Viamão, mas com compromisso com o meio ambiente. Viamão hoje é a cidade que tem maior potencial da região metropolitana, mas defendo um desenvolvimento equilibrado, responsável e em diálogo com a sociedade. Se existe alguém que defende o acesso à água, direito garantido pela Constituição, somos nós que estamos aqui.
Defendo a retomada da obra da ETA Itapuã, que já recebeu mais de R$ 100 milhões em investimentos do governo federal, via PAC”, salientou o deputado Adão Pretto. O vereador Marco Antônio Borrega destacou que o debate não pode ser contaminado por disputas partidárias.
“Não podemos dividir a cidade por questões políticas. Precisamos ser coerentes e responsáveis com relação à situação da água, que é um direito fundamental da população”, ressaltou o vereador Borrega. Já o professor Jamir da Silva reforçou o caráter coletivo da mobilização:
“A luta é pelo bem comum. Água é vida e não pode ser transformada em mercadoria. Precisamos seguir firmes para garantir que esse direito seja respeitado”. As entidades e lideranças presentes afirmaram que continuarão acompanhando o processo, cobrando transparência da Corsan/Aegea e o cumprimento de todas as etapas legais para garantir o direito da população ao acesso à água. É unânime o retorno das obras da ETA.
